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Advocacia preventiva empresarial: como reduzir riscos antes que virem processo

Entenda como a advocacia preventiva ajuda a empresa a revisar contratos, rotinas trabalhistas, tributos e dados pessoais antes que surja um processo.

Por Kleber Dantas Advogados 5 min de leitura

Advocacia preventiva empresarial: como reduzir riscos antes que virem processo
Neste artigo
  1. O que é advocacia preventiva
  2. Onde ela aparece no dia a dia da empresa
  3. Contratos
  4. Relações de trabalho
  5. Tributos
  6. Dados pessoais
  7. Sociedade e sucessão
  8. Quando o conflito já começou
  9. Como começar
  10. Fontes

Muitos empresários procuram um advogado pela primeira vez quando chega a citação de um processo. A essa altura o prazo de defesa já está correndo e os fatos já aconteceram, então o trabalho jurídico passa a ser de contenção. A advocacia preventiva entra antes, enquanto a empresa ainda pode escolher como agir.

O que é advocacia preventiva

É a consultoria e a assessoria jurídica prestadas no dia a dia do negócio, antes de existir um conflito. O Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994, art. 1º, II) inclui a consultoria, a assessoria e a direção jurídicas entre as atividades privativas do advogado, ao lado da atuação em processos.

Na prática, o advogado é consultado antes de a empresa assinar um contrato, contratar ou desligar um funcionário, receber um novo sócio ou mudar de regime tributário. Ele aponta o que pode dar errado em cada decisão e propõe como reduzir esse risco.

Onde ela aparece no dia a dia da empresa

Contratos

Desde a Lei 13.874/2019, o Código Civil presume que contratos civis e empresariais são paritários e simétricos. O art. 421-A também determina que a alocação de riscos definida pelas partes seja respeitada e que a revisão do contrato pela Justiça seja excepcional e limitada.

Com isso, o que está escrito pesa mais. Uma multa mal calculada, um prazo de entrega sem consequência prevista ou uma garantia que não cobre o risco real tendem a valer do jeito que foram assinados. Revisar o contrato antes da assinatura permite à empresa saber exatamente com o que está se comprometendo. Nossa área de contratos cuida da elaboração e da análise desses documentos.

Relações de trabalho

Muitas ações trabalhistas começam em rotinas do dia a dia: controle de jornada, pagamento de horas extras, registro de advertências, condução de desligamentos. Quando essas rotinas são definidas com orientação jurídica e bem documentadas, a empresa tem como demonstrar o que fez se a questão chegar à Justiça. Saiba mais sobre direito trabalhista para empresas.

Tributos

O enquadramento tributário, o aproveitamento de créditos e a forma de remunerar os sócios afetam o caixa todos os meses. Uma revisão periódica ajuda a identificar pagamentos indevidos e a corrigir procedimentos antes de uma fiscalização. Conheça a área de direito tributário.

Dados pessoais

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) alcança empresas de qualquer porte que tratam dados de clientes, funcionários e fornecedores. Mapear quais dados a empresa guarda, revisar contratos com fornecedores e definir regras internas de uso fazem parte do trabalho preventivo. Mais detalhes na página sobre LGPD.

Sociedade e sucessão

Um acordo de sócios que preveja regras para a saída de um deles, para divergências e para a sucessão evita que um desentendimento ou um falecimento paralise a empresa. Em empresas familiares, a holding pode servir para organizar o patrimônio e a sucessão, desde que seja estruturada para a realidade daquela família. Veja como trabalhamos com planejamento sucessório e holding.

O Estatuto da Advocacia exige o visto de advogado nos atos constitutivos de pessoas jurídicas para que sejam registrados (art. 1º, § 2º). A Lei Complementar 123/2006 afasta essa exigência para microempresas e empresas de pequeno porte (art. 9º, § 2º). Mesmo sem a obrigação, o contrato social é o documento que vai reger a relação entre os sócios, e vale ser redigido com cuidado.

Quando o conflito já começou

Nem todo desentendimento precisa virar processo. O Código de Processo Civil determina que juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público estimulem a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos (art. 3º, § 3º). Uma notificação bem fundamentada ou uma negociação conduzida com critério pode resolver a questão em menos tempo e com menos custo do que uma ação judicial.

Como começar

O trabalho costuma começar por um levantamento: quais contratos estão em vigor, como funcionam as rotinas de pessoal, se há pendências fiscais e como está organizada a sociedade. Com esse quadro, escritório e empresa definem o que tratar primeiro. Em geral, ajustar um contrato ou uma rotina custa menos do que discutir o mesmo problema na Justiça.

Para uma primeira leitura da situação da sua empresa, o Diagnóstico Jurídico Empresarial traz perguntas objetivas sobre pontos trabalhistas, tributários e contratuais. A página de advocacia preventiva e consultiva explica como funciona o acompanhamento contínuo.

Fale com o escritório pelo WhatsApp, pelo telefone (35) 3423-8427 ou pelo formulário de contato.

Adaysa Fernandes Advogada – OAB/MG 105.974

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise de um caso concreto por advogado.


Fontes

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